[Oficial] Sexta-Feira 13

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[Oficial] Sexta-Feira 13

Mensagem por Kid Krypton em Sex Jul 29, 2011 5:43 pm

Fonte HQM:
MATÉRIA: OS FILMES DE SEXTA-FEIRA 13
Por : Leonardo Vicente Di Sessa

Jason está de volta aos cinemas para matar mais uma leva de adolescentes despreparados. Junto ao novo filme, chega também o momento de voltarmos no tempo, recapitulando a saga de Sexta-Feira 13 nos cinemas.

O personagem pode ser considerado relativamente simples, mas ainda assim foi preciso um time de criadores para sua elaboração: Victor Miller (que costuma receber todo o crédito pela criação), Ron Kurz, Sean S. Cunningham e Tom Savini.


SEXTA-FEIRA 13 (FRIDAY THE 13TH)
O primeiro filme da série foi lançado em maio de 1980, com direção de Sean S. Cunningham e roteiro de Victor Miller e Ron Kurz, este último sem receber os devidos créditos. Tom Savini cuidou de maquiagens e efeitos, criando a identidade visual da cinessérie. Teoricamente, Sexta-Feira 13 foi criado primeiramente para aproveitar o sucesso de outra cinessérie de terror que havia sido lançada há pouco tempo, Halloween.

A trama se inicia no cenário principal da saga, o Campo Crystal Lake, com a morte de dois monitores do acampamento, em 1958. Logo, saltamos para a sexta-feira 13 de junho de 1980, quando o campo está para ser reaberto.

Novos empregados adolescentes começam a chegar, logo ouvindo todas as superstições da cidade com relação ao local. Rapidamente as mortes começam a acontecer. Investindo no suspense, vemos vários trechos do filme do ponto de vista do assassino, mas sem ver quem ele é. Somente perto do final é revelada sua face.

Mas, neste primeiro filme, não temos Jason como assassino, mas sim sua mãe, Pamela Voorhees (elemento que serviu de pegadinha no filme Pânico, de 1996), interpretada por Betsy Palmer. Quando enfim ela se revela, descobrimos que ela era cozinheira do campo em 1957, ano em que seu filho deficiente Jason morreu afogado. Culpando os monitores por isso, acusando-os de estarem fazendo sexo quando deveriam estar cuidando das crianças, ela se torna uma assassina lunática.

Em dado momento do filme, descobrimos que o campo chegou a ser também incendiado. Quando soube da reabertura do campo, Pamela decidiu matar a todos. Em vários momentos, ela fala como se fosse Jason, inclusive incorporando sua voz, chegando a criar diálogos entre ela mesma e seu filho. Um detalhe interessante é que ela diz que aquele seria o aniversário de Jason.

Como dita a regra dos filmes de terror, a única sobrevivente é a mais certinha das personagens, a jovem Alice (Adrienne King), que decapita Pamela Voorhees e fica à deriva no lago do campo, acabando por seu puxada para o fundo pelo menino Jason (Ari Lehman), apenas para em seguida acordar no hospital. Fica a dúvida se o ataque de Jason foi mesmo um sonho ou realmente aconteceu.



Entre as jovens vítimas estava um ator que ainda começava a se tornar famoso: Kevin Bacon.


SEXTA-FEIRA 13 - PARTE 2 (FRIDAY THE 13TH - PART II)
A primeira continuação veio logo, em 1981. Dirigida por Steve Miner e roteirizada por Ron Kurz, ela tem uma introdução que se passa dois meses depois do fim do primeiro filme. A sobrevivente Alice (novamente vivida por King) está tentando retomar sua vida em sua própria casa, onde acaba sendo assassinada (ainda que sua morte não seja mostrada).

Cinco anos depois, um campo de treinamento para monitores é aberto próximo ao Campo Crystal Lake. Logo, Jason, desta vez vivido por Warrington Gilette (vale lembrar que mais de uma pessoa interpreta Jason em seus filmes, principalmente dublês, mas apenas um ator é apresentado nos créditos oficiais), surge adulto, matando a todos. O vilão ainda não usa sua marca registrada, a máscara de hockey, ao invés disso, tem um saco na cabeça escondendo seu deformado rosto, que surge no final do filme.

Sem dar uma explicação oficial, a hipótese para a existência de Jason levantada durante o filme é de que ele nunca morreu afogado, acabando por viver sozinho no matagal em volta do Campo Crystal Lake, o que acabaria com as explicações sobrenaturais. Isso é, até que no clímax da trama ele sobrevive a um ferimento mortal. A sobrevivente desta vez é Ginny (Amy Steel).


SEXTA-FEIRA 13 - PARTE 3 (FRIDAY THE 13TH - PART III)
Steve Miner voltou para dirigir o terceiro filme, que chegou a ser lançado em 3D nos cinemas, com roteiro de Martin Kitrosser, em 1982.

A ação tem início logo após o final do filme anterior, chegando a mostrar Ginny, gravemente ferida, sendo levada ao hospital. Contudo, a trama não utiliza a personagem, partindo por outro caminho.

Jason (Richard Brooker) ataca um grupo de jovens que estava numa casa de campo. Entre eles está Chris (Dana Kimmell), que cruzou o caminho de Jason anos antes, sem sofrer um arranhão, situação que não recebe explicação.

O maior feito deste filme foi o surgimento da máscara de hockey, que Jason pega de uma de suas vítimas, vítima essa que, em certo momento, para dar um susto em seus amigos, usa uma faca e uma máscara similares às de Michael Myers, da cinessérie Halloween.

A sobrevivente da vez é Chris, que aparentemente mata Jason, ainda que enlouquecendo no processo, chegando a alucinar com uma mulher (embora fique implícito que seja Pamela Voorhees, seu nome não é citado) saindo do lago para puxá-la para a morte.


SEXTA-FEIRA 13 - PARTE 4: O CAPÍTULO FINAL (FRIDAY THE 13TH - THE FINAL CHAPTER)
A quarta parte da saga só foi lançada em 1984, com direção de Joseph Zito e roteiro por Barney Cohen. Há até um brasileiro na produção: João Fernandes, que foi o diretor de fotografia.

Com o subtítulo de O Capítulo Final, o filme tem início com um grande resumo dos outros três capítulos. A trama mesmo começa algumas horas depois do final do anterior. O corpo de Jason (Ted White) foi levado para autópsia, mas o assassino desperta, mata duas pessoas, e foge de volta para as imediações do Campo Crystal Lake.

Lá, mais um grupo de jovens está de férias, tendo alugado uma casa, tornando-se vizinhos da família Jarvis. Há também Rob Dier (Erich Anderson), que acampa no local em busca de Jason, pois quer vingar a morte de sua irmã Sandra, uma das vítimas do segundo filme.

Logo Jason começa sua matança habitual, pela primeira vez com um visual mais trash e artificial. Entre as vítimas está o ator Crispin Glover, mais lembrado por ter dado vida a George McFly no primeiro filme da trilogia De Volta Para o Futuro.

No clímax de tudo, Jason confronta os dois irmãos Jarvis: a linda Trish (Kimberly Beck) e o garotinho Tommy (Corey Feldman, de Os Goonies e Garotos Perdidos), que consegue deter o avanço de Jason ao cortar seu cabelo e se vestir de modo a lembrar Jason quando criança.

Perturbado pela visão, Jason acaba morto por Tommy. O filme fecha com um close sinistro do rosto de Tommy, o tipo de cena feita para criar idéias na cabeça dos espectadores.


SEXTA-FEIRA 13 - PARTE 5: UM NOVO COMEÇO (FRIDAY THE 13TH - A NEW BEGINNING)
Em 1985 foi lançado um dos mais fracos filmes da saga. O quinto volume, chamado Um Novo Começo, teve direção de Danny Steinmann e roteiro por Martin Kitrosser e David Cohen. É o primeiro filme a não apresentar nenhum tipo de resumo ou recapitulação, começando com Tommy (novamente Corey Feldman), assistindo a duas pessoas abrindo o túmulo de Jason (Tom Morga), só para serem mortas por ele, que em seguida vai até Tommy.

É quando Tommy acorda de seu sonho. Já adolescente, agora interpretado por John Shepherd, continua traumatizado pelos eventos do filme anterior, sendo transferido para mais uma instituição para doentes mentais. Uma briga entre dois pacientes leva à morte de um deles, e logo em seguida as mortes parecem sair do controle.

É de conhecimento público que Jason está morto e foi até cremado, mas sem dúvida o assassino atual age igualmente a Jason. Com os rompantes de fúria que Tommy sofre, é fácil para o espectador deduzir que ele é o novo assassino, mas no fim das contas não é nada disso. É o próprio Tommy que dá cabo dessa nova ameaça, que se revela sendo Roy Burns (Dick Wieand), um paramédico mostrado a todo momento no filme (com direito a várias aparições depois de deixas do tipo “quem poderia estar fazendo isso”), que começa sua matança depois de ver o corpo de seu filho, o paciente morto no começo do filme. Ele simplesmente aproveitou a lenda de Jason para disfarçar seu ataque, usando até uma máscara de hockey, embora um pouco diferente da usada pelo Jason real.

Jason mesmo só aparece nas alucinações e sonhos de Tommy, que no final do filme, após alucinar novamente com Jason, parece assumir sua personalidade, colocando uma máscara de hockey, e se preparando para atacar sua amiga Pam (Melanie Kinnaman). O filme acaba antes que possamos saber se ele realmente matou Pam. Vale ressaltar que o destino da irmã de Tommy não é sequer citado.

Em suas primeiras versões, o roteiro tinha um início diferente para o filme. Seriam mostrados os momentos que seguiriam o fim do filme anterior, com Tommy ainda criança sendo levado ao hospital, assim como o corpo de Jason. Num acesso de fúria, Tommy mataria alguns dos empregados do hospital para chegar até o corpo, que se levantaria da mesa de autópsia, momento no qual o adulto Tommy acordaria de seu sonho.


SEXTA-FEIRA 13 - PARTE 6: JASON VIVE (FRIDAY THE 13TH - PART VI: JASON LIVES)
Jason está de volta, e Tommy também! Lançado em 1986, o sexto filme da série traz novamente Tommy, desta vez vivido por Thom Mathews, agora querendo se livrar de vez de seu trauma. Para isso, ele quer encontrar o corpo de Jason (C. J. Graham) e destruí-lo.

Logo de cara, percebemos que o filme anterior, um dos piores da série, é quase completamente ignorado. Em primeiro lugar, a informação anterior de que Jason havia sido cremado é colocada de lado. Em segundo, nada sobre a ponta de Tommy se tornando Jason é levado em conta.

Junto de um amigo, Tommy sai da instituição mental que está no momento, encontrando o túmulo de Jason. Num acesso de fúria, antes de atear fogo no corpo de seu tormento, ele enfia uma barra de metal no peito de Jason. É quando um raio atinge a barra, reanimando Jason, que imediatamente reinicia sua jornada de morte.

Assustado, Tommy sai para alertar as autoridades que, é claro, não acreditam em sua história, já que Jason está morto há vários anos. Crystal Lake fez de tudo para esquecer as tragédias do passado, inclusive mudando de nome para Forest Green. Até mesmo o bom e velho acampamento está sendo reaberto, recebendo um grande grupo de crianças.

Quando as mortes começam a pipocar por toda parte, o Xerife Michael Garris (David Kagen) assume que Tommy é o culpado, em sua suposta loucura matando pessoas para convencer a todos de que Jason está de volta. Preso, Tommy recebe a ajuda da filha do xerife, Megan (Jennifer Cooke). Já no acampamento, Tommy acorrenta Jason e o joga preso a uma pedra no fundo do lago onde ele morreu afogado em 1957. Assim, Jason se torna uma ameaça vazia, preso no local de sua primeira morte, embora ainda esteja desperto.

A despeito do subtítulo do filme anterior, Um Novo Começo, é esse sexto filme, dirigido e roteirizado por Tom McLoughlin, que dá um novo fôlego para a cinessérie. As mortes exageradas, que estragaram a produção anterior, aqui são mais exageradas ainda, mas desta vez são bem feitas.

O melhor toque de McLoughlin foi conseguir mesclar um humor negro à saga, que funcionou muito bem, fazendo deste um dos melhores filmes de Jason. Numa das melhores sacadas, há uma sátira às aberturas dos filmes de 007, no lugar da famosa cena do tiro do agente secreto, está Jason usando seu facão.

O filme ainda presta homenagens a dois grandes nomes do terror: John Carpenter (diretor do primeiro Halloween) e Bela Lugosi (o eterno Drácula), dando seus nomes a localidades da cidade.

Não houve tempo perdido com um suspense desnecessário, com Jason sendo apresentado como uma ameaça sobrenatural logo de cara. Com isso, ele nunca esteve tão poderoso e indestrutível. Mas há também espaço para o resgate de elementos clássicos importantes: a trama se passa pela primeira vez, desde o filme original, numa sexta-feira 13; e o cenário do acampamento, praticamente a alma de toda a trama, é retomado.

Um item interessante que estava no roteiro original e até chegou a ser filmado, mas não foi usado no final das contas, era a aparição do pai de Jason (que mais tarde, em livros, seria batizado de Elias Voorhees) visitando o túmulo de seu filho.


SEXTA-FEIRA 13 - PARTE 7: A MATANÇA CONTINUA (FRIDAY THE 13TH - PART VII: THE NEW BLOOD)
Em 1988, Jason enfrentou seu primeiro adversário com habilidades especiais nos cinemas. Dirigida por John Carl Buechler e roteirizada por Manuel Fidello e Daryl Haney, essa sétima parte não agradou muito aos fãs, e com boas razões.

Enquanto Jason (desta vez Kane Hodder) ainda jaz no fundo do lago, a garotinha Tina Shepard (Jennifer Banko) testemunha uma briga entre seus pais numa das casas ao redor do lago. Revoltada por seu pai ter batido em sua mãe, ela vai até o lago, seguida por seu pai. É então que o poder de telecinesia da menina se manifesta, fazendo com que seu pai morra no fundo do lago.

Já adulta, agora interpretada por Lar Park-Lincoln, Tina retorna ao lago com sua mãe e seu psicólogo, para tentar livrá-la do trauma de ter causado a morte de seu pai. O psicólogo, na verdade, só quer saber de estudar os poderes da moça. Vale perceber que o filme dá um salto de anos, salto que já ocorreu em outros filmes, mas que não é levado em conta na ambientação das tramas, que, a essa altura, deveriam estar alguns anos no futuro, e não no presente.

Na casa ao lado de onde Tina está, há, como de hábito, um grupo de jovens dando uma festa. Enquanto Tina faz sua “terapia”, onde fica claro que seus poderes se manifestam fortemente sempre que ela fica emotiva, e principalmente quando se enfurece, ela briga com seu psicólogo. Ao chegar no lago, tenta trazer seu pai de volta à superfície com seus poderes, mas o invés disso traz Jason.

Seguindo uma rota para lá de estranha, Jason se distancia e retorna às casas do lago a toda hora, enquanto Tina por vezes tem visões com as futuras mortes. Depois de Jason matar quase todo mundo, menos Tina e Nick (Kevin Blair), um jovem que se interessou por Tina, o confronto final chega. Tina ataca Jason telecineticamente jogando tudo que pode no assassino, queimando-o, soterrando-o, mas nada adianta, até que ambos chegam à margem do lago. Lá, Tina usa seus poderes, e seu pai surge (em perfeito estado e sem nenhuma explicação) para puxar Jason de volta para o fundo do lago.

O roteiro fraco fez dessa uma das continuações menos queridas, com situações sem grandes explicações, como o fato de Forest Green ser novamente chamada de Crystal Lake. Pior é o fato da trama se centralizar demais em Tina, deixando Jason de escanteio durante quase todo o filme. Em meio a tantas desvirtuações dos conceitos da saga, é até de se surpreender a bola dentro de se apresentar Jason com o corpo bastante decomposto pelo tempo que passou no fundo do lago.

Outro ponto positivo foi a narração no início do filme, que resumiu a saga de Sexta-Feira 13. O melhor de tudo é que o resumo foi narrado pelo ator Walt Gorney, que interpretou Ralph nos dois primeiros filmes, personagem que vivia alertando a todos sobre os assassinatos.


SEXTA-FEIRA 13 - PARTE 8: JASON ATACA EM NOVA YORK (FRIDAY THE 13TH - PART VIII: JASON TAKES MANHATTAN)
Em 1989, Jason (novamente Kane Hodder) trocou de ares. Ainda preso no fundo do lago em Crystal Lake, ele é reavivado por uma descarga elétrica. Logo, entra num navio tripulado por estudantes de Crystal Lake que estão indo para Nova York.

Matando quase todos no meio da viagem mesmo, Jason consegue destruir o navio, sobrando apenas um pequeno grupo de sobreviventes num bote, que chega a Nova York. Mas Jason chega também. A heroína da vez é Rennie (Jensen Daggett), que tem trauma de entrar na água, trauma esse causado na infância, quando foi puxada por um jovem Jason (Tim Mirkovich) no lago de Crystal Lake. Por causa disso, alucina com esse jovem Jason, numa das idéias mais confusas da produção, já que o pequeno Jason aparece cada vez de um jeito, em alguns momentos como uma criança normal, em outros com deformidades que variam de cena a cena.

Numa tentativa de fazer algo diferente, o filme falhou miseravelmente, apresentando um Jason inumano demais, ironicamente respirando fortemente como um humano cansado deveria fazer. O humor negro, que deu muito certo no sexto filme, aqui é mal usado, sendo apenas mais um defeito.

Em sua luta final com Rennie e Sean (Scott Reeves) nos esgotos de Nova York, Jason é atacado com lixo tóxico, o que, pela primeira vez na cinessérie, faz com que ele sinta dor de verdade, chegando até a gritar. O vilão é derrotado quando os túneis são inundados, morrendo mais uma vez afogado, revertendo à sua forma infantil, numa cena que não faz sentido algum.

Entre as vítimas está uma atriz relativamente famosa: Kelly Hu, a Lady Letal de X-Men 2. A direção e o roteiro foram de Rob Hedden.


SEXTA-FEIRA 13 - PARTE 9: JASON VAI PARA O INFERNO, A ÚLTIMA SEXTA-FEIRA (JASON GOES TO HELL: THE FINAL FRIDAY)
Comprovando que os últimos filmes de Sexta-Feira 13 não agradaram ao público, Jason ficou fora das telonas por um tempo mais prolongado do que qualquer outro até aqui. A nona parte da saga só foi lançada em 1993, com direção de Adam Marcus, que criou o roteiro ao lado de Jay Hughely.

Ignorando o final do filme anterior, Jason (Hodder pela terceira vez) está em plena forma de volta a Crystal Lake. Volta até mais deformado do que o normal, parecendo mais um monstro do que um ser humano reanimado, e com uma nova máscara de hockey, que parece estar encrustada em seu rosto.

Uma jovem chega sozinha a uma casa de Crystal Lake, e logo Jason a persegue. Tudo era uma armadilha orquestrada pelo FBI (uma nota interessante é que o envolvimento do FBI, descobrindo a existência de Jason e começando a montar um plano para detê-lo, foi mostrado em um livro inédito no Brasil, chamado Friday the 13th: Hate-Kill-Repeat), que literalmente explode Jason. Seus pedaços são levados para autópsia.

O legista responsável testemunha o enorme coração de Jason voltar a bater, e parece ser hipnotizado por isso, devorando o coração. Assim, Jason toma seu corpo, continuando as mortes. Paralelamente, o caçador de recompensas Creighton Duke (Steven Williams, do seriado Anjos da Lei) acompanha o caso, dizendo ser o único a saber como deter Jason de uma vez.

Com o desenrolar da trama, Duke revela tudo. Jason pode mudar de corpo à vontade, mas esses corpos tomados não duram muito e, para voltar à sua forma clássica, ele deve tomar o corpo de alguém de sua própria família. Do mesmo modo, só alguém da família Voorhees pode matar Jason, mas somente usando uma adaga mística que Duke tem.

É aí que entra Diana Kimble (Erin Gray), a irmã de Jason, que logo acaba morta. Os próximos alvos de Jason se tornam Jessica (Kari Keegan), a filha de Diana, e seu bebê. O pai do bebê, Steven (John D. LeMay, também um dos personagens principais do seriado Sexta-Feira 13, cuja única semelhança com os filmes é o nome) se envolve na trama, primeiro sendo acusado e preso pela morte de Diana, mas logo fugindo e se aliando a Jessica e Duke.

Jason acaba conseguindo renascer através de um Voorhees, usando o cadáver de Diana, mas acaba derrotado por Jessica, sendo arrastado para o próprio Inferno. Numa cena que fez fãs se eletrizarem, a máscara de Jason reaparece nos últimos segundos do filme, no local onde ele foi tragado para o Inferno. Quando todos pensam que ele se reerguerá, a mão com garras de Freddy Krueger, o astro da cinessérie A Hora do Pesadelo, agarra a máscara e a leva ao submundo, ao som da gargalhada de Freddy.

As mudanças na mitologia de Sexta-Feira 13 dividiram opiniões. Por um lado, esse foi o filme que apresentou mais conteúdo, com uma história realmente sendo desenvolvida. Por outro, nem todo mundo gostou de ver Jason como um parasita que muda de corpos. É importante lembrar que em vários livros Jason possui outras pessoas, mas através de sua máscara. Tal hipótese é levantada até mesmo nos casos de Pamela Voorhees e Roy Burns, os outros assassinos da saga.

Gostando ou não, o filme tem alta credibilidade, seja pela bem construída trama, pelas cenas mais nojentas da franquia, pelo bons personagens, pela ação, ou pelo mais importante, o fato do diretor do primeiro Sexta-Feira 13, Sean S. Cunningham, ter assumido o posto de produtor, posto que manteve desde então em todos os filmes posteriores de Jason.

O potencial para um crossover com Freddy Krueger foi escancarado no final deste capítulo, mas essa não foi a única ponta deixada. Na casa da família Voorhees, encontra-se o tomo místico Necronomicon Ex-Mortis, o principal mote da trilogia Uma Noite Alucinante, constituindo uma ponta que seria utilizada vários anos depois (e que é assunto de outra matéria). Ainda no lar dos Voorhees, está uma misteriosa caixa, na verdade outra ponta, pois a mesma caixa está no filme Creepshow, dirigido por George A. Romero e escrito por Stephen King. Por fim, em dado momento, é comentada a casa dos Myers, uma referência a Michael Myers, o assassino de Halloween.

Kane Hodder, o único a interpretar Jason tantas vezes, acumulou mais dois curtos papéis neste filme, sendo um dos guardas mortos por Jason após sua autópsia, bem como a mão de Freddy Krueger, tornando-se assim o único ator a dar vida aos dois ícones do terror.

JASON X (JASON X)
Desapontando a todos, a ponta com Freddy Krueger não foi usada no próximo filme. Em vez disso, os fãs tiveram que amargar Jason X, uma mistura de terror e ficção que no fim das contas não funciona bem em nenhum dos gêneros.

Sem nenhuma explicação de como tudo chegou a esse ponto, vemos Jason (Hodden novamente) preso num laboratório em Crystal Lake, prestes a virar material de pesquisa, graças às suas incríveis capacidades regenerativas. Como não podia deixar de ser, ele escapa, mata algumas pessoas, mas acaba sendo congelado numa câmara criogênica junto da mulher que o deteve desta vez, Rowan (Lexa Doig).

Os dois são achados muito tempo depois, no ano de 2455, por uma nave exploradora. Ambos despertam, e Jason retoma sua matança agora no espaço. Entre piadinhas sem graça e mortes nada originais, Jason chega até a enfrentar uma andróide, Kay-Em 14 (Lisa Ryder), que praticamente destrói seu corpo. Contudo, o assassino cai exatamente numa máquina que regenera tecidos. Mesmo sem ter muito material para começar, o programa de regeneração improvisa com o que tem disponível, criando um Jason ainda mais poderoso, agora até com pedaços de metal em seu corpo.

Acabando por destruir a nave em que está, Jason cai na Terra-2 (o planeta Terra original está inabitável neste futuro), apropriadamente num lago no campo, passando a impressão de que tudo recomeçou.

Lançado em 2002 (foram quase 10 anos sem um filme de Sexta-Feira 13), Jason X é o mais criticado de todos os filmes da série. Foi dirigido por James Isaac e roteirizado por Todd Farmer. Um dos adversários de Jason neste filme foi o Sargento Brodski, interpretado por Peter Mensah, ator que participou dos filmes O Incrível Hulk e 300, além de seriados como Terminator - The Sarah Connor Chronicles, Witchblade e Jornada nas Estrelas: Enterprise.


FREDDY VS. JASON (FREDDY VS. JASON)
Em 2003, 10 anos após deixada a brecha para tal crossover, enfim foi lançado Freddy vs. Jason. Sabiamente ignorando Jason X, o filme começa com Freddy Krueger (o assassino dos filmes de A Hora do Pesadelo, sempre interpretado por Robert Englund) recontando sua história, revelando que os habitantes de sua cidade, Springwood, descobriam um modo de anularem seu poder. Na verdade, a polícia e médicos de uma instituição mental se uniram para apagarem todos os fatos ligados às mortes causadas por Freddy, internando os sobreviventes na instituição, onde recebem drogas que não os permitem sonhar. Assim, sem ninguém prolongando sua lenda, sem ninguém sentindo medo, Freddy se enfraquece.

Nas próprias palavras de Freddy, ele “vasculhou o Inferno” até achar Jason (Ken Kirzinger). Se passando por Pamela Voorhees (Paula Shaw), Freddy manda Jason para Springwood. O plano de Freddy é que as mortes causadas por Jason instalem o terror entre os jovens da cidade, fortalecendo-o.

De fato isso acontece, e logo Freddy volta a atacar também. Porém, ele logo percebe que Jason é incontrolável quando ele começa a matar suas vítimas. A luta entre os dois começa dentro dos sonhos de Jason, mas, quando um grupo de jovens percebe que a única chance de derrotar Freddy é através de Jason, tudo muda.

Os jovens trazem Freddy para o mundo real, e a nova luta transcorre no Campo Crystal Lake, o lar de Jason. No final das contas, os jovens usam os materiais disponíveis no local (onde uma nova construção estava sendo erguida) para explodir os dois vilões já muito debilitados pelo combate. Ainda assim, Freddy reaparece sem o braço onde usa suas luvas, mas usando o machete de Jason na outra mão.

Jason também ressurge, atravessando Freddy com seu próprio braço, só para depois voltar a cair no lago onde morreu tantos anos antes. Lori (Monica Keena), uma das jovens, que teve sua mãe morta por Freddy anos antes, decapita o vilão usando o machete de Jason. Ao final, Jason novamente sai do lago, carregando a cabeça de Freddy. Quando todos pensam que Jason saiu triunfante do confronto, Freddy olha em direção ao espectador e dá uma piscadinha.

Extremamente divertido, com os dois vilões praticamente destruindo o corpo um do outro, Freddy vs. Jason só tem um grande defeito: é mais um filme de Freddy do que de Jason, que claramente foi apenas um coadjuvante, embora isso seja bem justificado, afinal Freddy é muito mais carismático, enquanto Jason sequer fala.

A direção foi de Ronny Yu (que também realizou A Noiva de Chucky) enquanto o roteiro ficou por conta de Damian Shannon e Mark Swift. Uma continuação foi alardeada várias vezes. Primeiro se pensava apenas num novo confronto entre os dois ícones do terror. Depois, a ideia era inserir Ashley Williams, o herói da trilogia Uma Noite Alucinante, mas Sam Raimi, criador e diretor da trilogia, não aprovou o projeto. Por fim, tentaram inserir outro grande nome do terror, Michael Myers, de Halloween. A verdade é que até hoje tal continuação não saiu do papel e, com as franquias Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo recomeçando do zero, isso se tornará quase impossível no futuro próximo.


E O TERROR NUNCA MORRE
Além destes 11 filmes, Jason foi retratado em várias HQs (tema de uma outra futura matéria aqui no HQM) e livros, alguns até aproveitando pontas dos filmes.

O nome Sexta-Feira 13 foi também aproveitado num seriado de TV que foi ao ar originalmente de 1987 a 1990, também conhecido como Sexta-Feira 13 - O Legado. A série não tinha qualquer ligação com os filmes, mas era bem interessante, tratando do legado de uma loja de antiguidades. Lewis (R. G. Armstrong), dono da loja, fez um pacto com o Diabo para ficar rico e imortal, em troca, aceitou amaldiçoar os objetos da loja, que a partir de então só levaram desgraça para seus novos donos.

Lewis acaba se arrependendo do trato anos depois, mas os objetos já estão espalhados por toda parte. Ao tentar quebrar o pacto, acaba morrendo e a responsabilidade de recolher todos os objetos recaí nos ombros de seus sobrinhos e herdeiros Ryan Dallion (John D. LeMay) e Micki Foster (Louise Robey). O programa chegou a ser exibido no Brasil pela Rede Globo e pelo canal a cabo USA, e teve também cinco fitas VHS com alguns episódios lançadas.

Em 2009, Jason ganhou o mais literal de seus renascimentos. Depois de um bom tempo com rumores correndo sobre um novo filme, Sexta-Feira 13 foi refilmado (muito embora por um longo período ninguém soubesse afirmar se era uma continuação ou um remake). Mais informações e um review deste novo filme podem ser conferidos aqui.

Além disso, foi lançado nos EUA His Name Was Jason: 30 Years of Friday the 13th, documentário dirigido por Daniel Farrands, que explora toda a história de Sexta-Feira 13, com entrevistas, depoimentos e muito mais sobre a saga. O nome His Name Was Jason foi uma maneira de homenagear uma frase dita por Pamela Voorhees quando ela explica a origem de Jason no primeiro filme.

Tão imortal no mundo real quando no ficcional, Jason dá sinais de que ainda matará muita gente em várias mídias. A Wildstorm anunciou há pouco a publicação de uma nova minissérie em quadrinhos, Freddy vs. Jason vs. Ash 2, e o sucesso da refilmagem nos cinemas provavelmente abrirá espaço para novos filmes



Sobre a parte 2, a morte de Alice é mostrada sim, Jason enfia uma chave de fenda na cabeça dela logo no início do filme.
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Re: [Oficial] Sexta-Feira 13

Mensagem por Kid Krypton em Sex Set 09, 2011 3:14 pm

Fonte Omelete:
Sexta-Feira 13 pode virar filme no estilo "filmagens encontradas"
Jason seguiria os passos de A Bruxa de Blair e Atividade Paranormal

Em 2012, foi cancelada a continuação de Sexta-Feira 13. O filme não conseguiu reestabelecer a franquia nos cinemas, apesar de retornar às raízes mais viscerais da série e buscar algumas novas características para Jason Vorhees, retratando-o como um maníaco caçador.

Agora, segundo o site especializado em horror STYD, os produtores estudam seguir a série por outro caminho, um que se tem provado financiamente viável atualmente. A ideia é fazer um dos lucrativos longas de "filmagens encontradas", no estilo de Atividade Paranormal, Apollo 18, Cloverfield, A Bruxa de Blair e Canibal Holocausto, entre tantos outros.

Filmadas com baixíssimo orçamento, essas produções recuparam rapidamente seu investimento e, não raro, têm mais dinheiro investido no marketing do que em seu desenvolvimento.

Brad Fuller e a Platinum Dunes disseram ao site que estão estudando ideias para voltar a Crystal Lake, mas não confirmam o estilo.


Se contarmos os 10 filmes da franquia original + Freddy versus Jason + a nova versão, este filme será o 13.º sobre Jason.
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